terça-feira, 30 de junho de 2009

Vaidade

“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.”
Há de se perguntar: O que há de novo entre os homens? O que fazemos nós que possamos nos orgulhar? Tudo que há, é vaidade.
Títulos, descobertas, talentos, invenções, posses. Qual será nossa próxima cartada para impressionar os que nos rodeiam?
“Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.”
Dinheiro, ah o dinheiro! Com ele compramos, compramos e se tivermos tempo, compramos mais um pouco, numa busca incessante em satisfazer nossa vaidade.
O conhecimento que adquirimos ao longo da vida... Do que nos serve esse tal conhecimento? “Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.”
“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.”
O que há com os homens que não conseguem enxergar seu próprio mau?
Nem todo dinheiro, conhecimento, posses, títulos que temos ou achamos que temos poderia nos acrescentar anos de vida nesta terra. Quer sejamos reis, apóstolos, doutores, pastores, executivos, artistas, músicos ou o que for. Somos feitos da mesma essência e para ela voltaremos, “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”
A esperança está na simplicidade, “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”, desde que saibamos que até mesmo isso é vaidade.
“E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol.”
“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” Inclusive a vaidade de quem escreve agora!

Elton Percino

2 comentários:

  1. A natureza humana permite a glória. Vaidade por definição é qualidade do que é vão, ilusório.
    Os grandes feitos supremos, ou os feitos singelos, fazem parte da glória.
    Para todas as outras coisas superficiais, feitos, desinformações, falso-conhecimento, sofismas, sustentam-se na vaidade, geralmente individual, mas também coletivo.

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  2. Mal a redundância! É que esqueci de por uma vírgula! \o/

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